segunda-feira, 7 de março de 2016
Mãe: um estudo de psicanálise
Faz pouco tempo que estou vivenciando o que é ser mãe, porém neste pouco pude compreender muitas ações, atos, pensamentos e angústias que realmente somente a vivência permite.
Compreendi que tenho o maior amor do mundo, mas também entendi que tenho a maior renúncia de mim também, ser mãe é sim, pelo menos até agora para mim se renunciar.
Mãe é algo visceral, lhe leva a alma, te transforma e te anula. Me sinto anulada enquanto ao que eu era, e o que eu era ainda me é vivo na mente, mas tão longe da minha realidade.
Me sinto perdida em mim mesma, mas ao mesmo tempo encontrando um novo eu que nunca soube que estava dentro de mim, sim sou um estudo de psicanálise.
A licença maternidade que vivencia é tudo que desejo, ficar pertinho do meu cheirinho de leite, não tem bafinho melhor, mas me isola do mundo. Há tantos medos que podem assolar este baby tão indefeso que as mães ficam presas e isoladas dentro do local que sempre sonhou em ficar, mas agora em alguns momentos há uma incompreensão e um medo que você não é nada no mundo, e que a sua falta no serviço, nos eventos sociais, entre outros, não faz falta nenhuma.
O bebê vira seu maior confidente, os laços são enormes, assim como a barreira com o mundo externo aumenta e você sem perceber se isola mais, para de discutir o que pensa, para de reclamar do mundo e observa com um misto de raiva, ódio e inveja o pai da criança vivenciar os dois papéis sem preocupação.
As culpas, medos, frustrações e responsabilidades parecem só da mãe, e assim vamos acumulando e aceitando tudo como verdade absoluta, mas também ao tirar o baby dos nosso colos para um simples banho vem um vazio tão grande, como ser algo que faz parte de mim tivessem me tirado.
Vivo uma confusão de mim, vivo um disturbio que chama: maternidade.
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