quarta-feira, 13 de abril de 2016

Os medos do primeiro mês com o bebê: primeiro banho

 (imagem: pinterest)

Dizem que quando nasce um bebê nasce uma mãe, eu posso dizer que realmente nasce, mas não é algo tão simples e mágico como é divulgado ou fica em nosso imaginário. Algumas angústias:


Primeiro banho
 (imagem: divulgação)

Em muitas maternidades ensinam para as mães um modo de dar banho, a enfermeira faz uma "aula" demonstrativa, porém a prática e a experiência da enfermeira torna-se o ato bem prático, mas o primeiro banho em casa trás angústias e uma emoção muito grande. 
Quando chegamos em casa muito se tem a organizar, onde dará o banho: no banheiro ou no quarto? A banheira vai ficar sob a cama, em um suporte ou no chão. Aqui na minha casa teve que ser no quarto da baby mesmo, banheiro pequeno de apartamento, não coube a banheira com suporte no meu box. Esquentamos a água no fogão e o primeiro banho ficou por conta da vovó e do papai, sim eu a mãe não tive coragem de dar o primeiro banho em casa. Foi bem tranquilo e rápido. Eu, mamãe tirei a roupa, vovó começou o banho, papai se animou e terminou o banho e eu sequei e vesti a roupinha.
Compartilho aqui dicas do primeiro banho:

Nos primeiros banhos, coloque apenas alguns centímetros de água morna dentro da banheira. A temperatura ideal da água é 37º C. Para saber se a temperatura está boa, a dica é colocar a parte interna do punho na água. Dê uma agitada com sua mão para misturar bem e não deixar pontos muito quentes.
Para colocar o bebê na água, tire toda a roupinha e apoie com muito cuidado as costas, a cabeça e o pescoço do bebê no seu braço e vá molhando o corpinho bem devagar. Continue apoiando o pequeno com um braço enquanto dá o banho com o outro. Use sempre produtos específicos para bebês, de preferência sabonetes glicerinados líquidos que tenham o pH fisiológico, que é o compatível com a pele do bebê.
Limpe o rostinho com a mão, em movimentos leves, limpando sempre do canto interno para o externo. Não se esqueça de limpar as orelhas, a volta do nariz, a boca e as dobras do pescoço.
Use o sabonete na cabeça e em todo o corpinho, sempre tomando cuidado com os olhos e para não deixar cair água no ouvido. Capriche sempre nas áreas que ficam em contato com a fralda para evitar assaduras. Lave sempre da frente para trás e não se esqueça de tirar todo o resíduo do sabonete. 
Para tirá-lo da água, segure-o com as duas mãos embaixo dos braços, apoie sua cabeça e levante para fora do banho, rapidamente enrolando-o em uma toalha macia. O choro é comum porque eles sentem muito frio. Seque o bebê em todas as suas dobrinhas, já que a umidade excessiva pode causar irritação na pele.
Antes de colocar a roupinha e a fralda, aplique a pomada para evitar assaduras. Se quiser fazer uma massagem no corpinho, use uma loção hidratante hipoalergênica e clinicamente testada. Aproveite esse momento mágico para reforçar o vínculo com ele, fazendo contato visual, cantando e conversando com ele. Isso vai estimular os sentidos do bebê. Agora coloque aquela roupinha linda que você escolheu e deixe o seu príncipe ou princesa ainda mais fofo e cheiroso. Ai que delícia de bebê!

Fonte: http://gshow.globo.com/programas/encontro-com-fatima-bernardes/ep/muito-mais-para-o-seu-bebe/noticia/2015/11/o-primeiro-banho-do-bebe-o-que-usar-o-que-fazer.html



segunda-feira, 7 de março de 2016

Mãe: um estudo de psicanálise



Faz pouco tempo que estou vivenciando o que é ser mãe, porém neste pouco pude compreender muitas ações, atos, pensamentos e angústias que realmente somente a vivência permite.
Compreendi que tenho o maior amor do mundo, mas também entendi que tenho a maior renúncia de mim também, ser mãe é sim, pelo menos até agora para mim se renunciar.
Mãe é algo visceral, lhe leva a alma, te transforma e te anula. Me sinto anulada enquanto ao que eu era, e o que eu era ainda me é vivo na mente, mas tão longe da minha realidade.
Me sinto perdida em mim mesma, mas ao mesmo tempo encontrando um novo eu que nunca soube que estava dentro de mim, sim sou um estudo de psicanálise.
A licença maternidade que vivencia é tudo que desejo, ficar pertinho do meu cheirinho de leite, não tem bafinho melhor, mas me isola do mundo. Há tantos medos que podem assolar este baby tão indefeso que as mães ficam presas e isoladas dentro do local que sempre sonhou em ficar, mas agora em alguns momentos há uma incompreensão e um medo que você não é nada no mundo, e que a sua falta no serviço, nos eventos sociais, entre outros, não faz falta nenhuma.
O bebê vira seu maior confidente, os laços são enormes, assim como a barreira com o mundo externo aumenta e você sem perceber se isola mais, para de discutir o que pensa, para de reclamar do mundo e observa com um misto de raiva, ódio e inveja o pai da criança vivenciar os dois papéis sem preocupação.
As culpas, medos, frustrações e responsabilidades parecem só da mãe, e assim vamos acumulando e  aceitando tudo como verdade absoluta, mas também ao tirar o baby dos nosso colos para um simples banho vem um vazio tão grande, como ser algo que faz parte de mim tivessem me tirado.
Vivo uma confusão de mim, vivo um disturbio que chama: maternidade.